segunda-feira, 14 de abril de 2014
Sociologia e Política.
Esta é a primeira do curso de Ciência Política da ECA/USP de 2013, ministrado pelo professor Clóvis de Barros Filho.
Baruch Espinosa - panteísmo.
§Retorno à Sócrates e Heráclito.
§Panteísmo: Deus está em tudo, tudo com-
tém
parte de Deus.
§Tudo o que acontece é da
vontade de Deus.
§Todo agir é ético.
Dica de produção.
Caloura de medicina da UFRJ conta segredos para texto nota 1.000 no Enem
Lucas Rodrigues
Do UOL, em São Paulo 14/04/201406h00 > Atualizada 14/04/201409h10
Do UOL, em São Paulo 14/04/201406h00 > Atualizada 14/04/201409h10
Após ser a primeira candidata a gabaritar um exame de qualificação da Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), Beatriz Pêgo, 18, conseguiu ótimos resultados nos vestibulares que prestou e foi aluna nota 1.000 na redação do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2013. Ela contou ao UOL os segredos que a fizeram ser caloura do curso de medicina em uma universidade pública.
Beatriz já foi premiada em dois concursos de redação da Academia Brasileira de Letras. Ela conta que seu interesse pela escrita começou quando escreveu um texto que foi selecionado para integrar um livro feito pelo Colégio Pedro II e pela Folha Dirigida.
"Desde então, passei a ser cada vez mais incentivada e com o tempo fui percebendo que escrever era, além de prazeroso, muito gratificante"
Beatriz Pêgo Damasceno, 18, gabaritou a Uerj e é aluna nota 1.000 na redação do Enem
Para ir bem na redação, ela diz que o essencial é acompanhar de perto as notícias e estar por dentro das atualidades. "Esses assuntos podem participar diretamente da temática elaborada pela banca, como aconteceu no Enem 2013", analisa. Estar atualizado ajuda a conquistar pontos na competência que pede a abordagem de assuntos interdisciplinares no exame, afirma.
No ano passado, o tema de redação do Enem foi "Os efeitos da implantação da Lei Seca no Brasil". A aluna de medicina da UFRJ diz ter achado a proposta bastante interessante por possuir relações com a temática de cidadania, legislação e conscientização social.
"Um tema assim no Enem, além de ser extremamente atual, é uma forma de cobrar da juventude consciência crítica sobre a Lei Seca e o aprimoramento da legislação brasileira, seus efeitos e também suas falhas."
Lista de conquistas
O desempenho no Enem garantiu o 2º lugar de direito na PUC e o 3º também em medicina na UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro). Além de ter ficado no 14º lugar de medicina da Uerj, Beatriz foi 1º lugar na Unigranrio e na Petrópolis para o mesmo curso. No final, a Universidade Federal do Rio de Janeiro foi a escolhida.
O sucesso em tantos vestibulares foi conquistado com uma rotina bastante regrada. Beatriz preferiu adotar uma disciplina de estudo diário para não acumular matéria e não ficar nervosa antes das provas. O tempo de dedicação aos livros depois da escola girava em torno de 4h30.
Nesse período, a estudante conta que ficava longe de qualquer aparelho eletrônico que pudesse lhe distrair do foco de estudar e acredita que o grande diferencial para os vestibulandos é praticar por meio de simulados.
"Realizar simulados como se estivesse realmente fazendo a prova, controlando o tempo, sem consultar livros e outras fontes de pesquisa e sem qualquer ajuda para solucionar as questões é um bom exercício", diz. "Isso porque é apenas fazendo e refazendo provas antigas que pegamos a prática e nos acostumamos com a rotina cansativa de provas."
Ela recomenda ainda que os vestibulandos tentem definir uma rotina de exercícios físicos. "Acho que eles são essenciais, tanto para a saúde, como para relaxar um pouco a mente", analisa. "Eu fazia academia todos os dias pois era a minha melhor fonte de lazer durante a semana."
segunda-feira, 31 de março de 2014
SOCIOLOGIA – Instituições sociais:Escola.
Educação materializada:
indagações iniciais - Andréa Pires Rocha
O homem é sujeito em meio a relações
dialéticas e históricas, as quais envolvem questões políticas, econômicas,
sociais e culturais. Com o progresso da humanidade, acumula-se a prática
sócio-histórica, possibilitando o crescimento do papel específico da educação,
tornando a tarefa desta cada vez mais complexa “[...].
Otaíza
Romanelli (2002) chega a afirmar que a escola surge como instrumento para a
manutenção dos desníveis sociais. Salienta que a função desta foi a de manter
privilégios, pois a própria instituição se apresenta como privilégio da classe
dominante a partir do momento que se utiliza de mecanismos seletivos e de
conteúdo cultural que não propicia às camadas sociais, ao menos, uma preparação
eficaz para o trabalho. Portanto, educação para exploradores e explorados
acontece de forma diferenciada, propiciando a manutenção de tal divisão.
PRÉ-HISTÓRIA: aprendizagem mútua.
·
não existiam instituições educacionais.
·
o processo educativo tinha como instrumento a
transmissão entre os membros do grupo.
·
os objetivos da educação são resultados da
estrutura homogênea do ambiente social.
·
acontecendo de forma igualitária para todos os
membros.
ANTIGÜIDADE: transferência
de pais para filhos.
·
[...] com o desaparecimento dos interesses
comuns a todos os membros iguais de um grupo e sua substituição por interesses
distintos, pouco a pouco antagônicos, o processo educativo, que até então era
único, sofreu uma partição: a desigualdade econômica entre os “organizadores” –
cada vez mais exploradores – e os “executores” – cada vez mais explorados –
trouxe, necessariamente, a desigualdade das educações respectivas (PONCE, 1986,
p. 25).
·
nas cortes dos estados da Mesopotâmia e vale do
rio Nilo que nasce a escola como local para educação dos jovens.
·
Na Grécia e Roma antigas desenvolve-se partindo
de instituições de educação no interior da família.
·
manutenção da educação imposta pelas classes
dominantes
·
cumprimento de três finalidades essenciais:
o
a destruição dos vestígios da tradição inimiga;
o
consolidação da classe dominante;
o
prevenir uma possível rebelião das classes
dominadas.
·
tais finalidades não se modificaram com o avanço
da sociedade embora tenham adquirido características diferentes.
·
Conforme Pires (2003, p. 46-47), na sociedade
dividida em classes, a educação é utilizada para formar o “[...] homem limitado
e cerceado em suas possibilidades de enriquecimento: para o fortalecimento do
homem unilateral” Afirma ainda que, tal direcionamento perpassa a escola, pois
“[...] Tanto na escola como na vida, a educação burguesa é um instrumento de
dominação de classe, tendo seu poder localizado sobretudo na capacidade de
reprodução [...] adequadas à reprodução dos interesses e do poder burguês”
(PIRES, 2003, p. 47).
·
As escolas destinadas às classes dominantes são estratificadas:
o
Escolas para líderes políticos.
o
Escolas de pensadores.
o
Escolas para estrategos militares.
o
Escolas para grandes produtores rurais.
IDADE MÉDIA:
as classes “abastadas” pagavam mestres particulares para suas crianças.
·
período de desintegração e de reconstrução.
·
novos protagonistas em meio das relações
sociais.
·
A Igreja catequiza a cristandade.
·
Um “livre” acesso ao saber.
·
Um saber delimitado pela fé.
·
Limitado para a maioria.
·
Aprofundado para a elite.
·
Aprofundamento controlado pelos dogmas.
MODERNIDADE: século
XVIII nascem as primeiras escolas públicas estatais.
·
na transição da Idade Média para Moderna que se
passou a questionar a vinculação entre ciência e religião.
·
quatro períodos:
o
Renascimento: resgate de conteúdos antigos.
o
Racionalismo: elitização intelectual.
o
Empirismo: contestação da elitização.
o
Iluminismo: início da democratização do ensino.
§
Inicia-se com a Reforma.
§
Educação do fiel, do crente.
§
Orientação mais secular e nacional.
§
Nasce a educação pública;
§
Final do S. XVII se inicia a secularização.
§
Mantida pelo Estado.
·
caráter disciplinar e autoritário, tem como
principal objetivo a formação do súdito, em especial do militar e do
funcionário.
CONTEMPORANEIDADE: laicização,
democratização.
·
Revolução Francesa, 1789, união do povo francês
sob a liderança da burguesia.
·
nascem as primeiras reivindicações de direitos: o
direito à escola pública como responsabilidade do Estado.
·
Primeiros planos de instituição de escolas foram
pensados em 1763, visando a formação da inteligência por meio do ensino da
história e das ciências naturais.
o
Não visava atingir toda população, sendo,
inclusive contrária a educação propiciada aos trabalhadores, desenvolvida por
“irmãos das escolas cristãs”.
·
Influencia das Revoluções burguesas; democracia,
indústria, nacionalismo.
·
A educação, ou instrução, se torna NECESSIDADE
UNIVERSAL.
o
Para formar cidadãos.
o
Controlar as ideias.
o
Manter a ordem social.
o
Formar mão de obra e soldados.
o
·
LIBERALISMO E SOCIALISMO:
o
Laicização.
o
Apropriação das instituições públicas pela
burguesia.
o
Advento das escolas particulares (grande
reivindicação da elite brasileira).
§
Relega-se à escola pública uma baixa instrução –
proletariado.
§
Garante-se a educação elitizada e exclusiva nos
colégios particulares.
§
Criam-se instrumentos de seleção para as
universidades.
§
Exclusivismo censitário do ensino superior.
ESCOLA E SOCIEDADE:
·
Espelho da sociedade.
·
Continuação da vida familiar.
·
Conflito ideológicos e comportamentais.
·
Choque com tendências culturais e novas
tecnologias.
·
Desvio do propósito clássico aristotélico:
preparar as novas gerações para darem continuidade à sociedade vigente.
·
Transformada em nicho de mercado, legal e
ilegal: uniformes, materiais, moda, drogas.
A escola é o embrião da
sociedade.
Sociedades com boas escolas são
bem sucedidas, organizadas, desenvolvidas.
Sociedades com escolas ruins
refletem este modelo em problemas organizacionais, atraso tecnológico, subdesenvolvimento,
desorganização, violência.
FILOSOFIA: Ética; Período medieval e renascentista.
Tomas de Aquino – lei.
§Influencia de Platão.
§Ser ético é agir segundo a fé.
§Submissão aos dogmas da igreja.
§O ético é divino, o mundano é antiético.
segunda-feira, 24 de março de 2014
Jogo matemático (cuidado, é muito legal)
É só mover o cursor e ir somando os número iguais até atingir a impossível soma de 2048.
É muito instrutivo pois fomenta o raciocínio matemático.
Abaixo uma foto do meu navegador com o meu recorde, ce topa?
SOCIOLOGIA – Instituições sociais: Igreja.
RELIGIÃO:
· Desde o fim da pré-história e dos primeiros
Estados antigos é o principal instrumento de controle social.
·
cria verdades, regras e ordem social.
·
Os mitos de origem estabelecem hierarquias
sociais e normas de condutas.
IGREJA:
·
Durkheim:
o
"uma religião é um sistema solidário de
crenças e práticas relativas a coisas sagradas, isto é, separadas, interditas,
crenças e práticas que unem em uma mesma comunidade moral, chamada igreja,
todos aqueles que a ela aderem".
o
a grande característica da religião é o seu
poder de unir um determinado grupo social em função de um sistema de crenças
comuns.
o
a religião é uma manifestação da própria
organização social, pois ela reflete no convívio das pessoas as crenças que
elas possuem: nos monoteísmos matar é crime, o homossexualismo é pecado, assim
como roubar ou cometer adultério.
o
nas sociedade influenciadas pelas religiões os
credos e princípios morais religiosos extrapolaram os limites da crença se transformaram
em leis laicas e princípios éticos universais.
o
"os interesses religiosos não passam de
forma simbólica de interesses sociais e morais".
·
MAX WEBER:
o
A religião determina comportamentos não só
culturais como econômicos.
o
A negação do lucro pela Igreja Católica na Idade
Média contrasta na modernidade com a teologia da prosperidade protestante.
o
Regiões protestantes e com grande presença de
judeus são mais capitalistamente desenvolvidas que regiões católicas.
o
Os maiores bancos do mundo estão em países de
maioria protestante ou judias.
o
Os países católicos não demonstram muito vigor
capitalista: atualmente a crise europeia se faz mais intensa em países
majoritariamente católicos como Espanha, Portugal e Itália.
·
BERTRAND RUSSEL:
o
“Desde o
tempo dos gregos até hoje, a Humanidade, ou pelo menos a parte economicamente
mais desenvolvida dela se divide entre devedores e credores; os devedores são
contra os juros e os credores são a favor. Quase sempre, os detentores de
terras são devedores, enquanto que os comerciantes são credores.
Os filósofos,
com poucas excepções, concordam com os interesses financeiros da sua classe. Os
filósofos Gregos pertencem à classe dos proprietários de terra ou trabalhavam
ao seu serviço. Por isso, eles recusavam os juros.
Os filósofos da Idade
Média eram homens da Igreja; o património da Igreja constituia-se sobretudo de
terras; eles não viam pois razão para rever as ideias de Aristóteles.
A sua antipatia
contra a usura foi ainda reforçada pelo Anti-semitismo, já que o capital fluido
(ou seja em dinheiro, facilmente transmissível) estava em grande parte na posse
de Judeus...
Com a Reforma
Protestante, a situação muda. Muitos dos protestantes mais convictos eram
comerciantes, para quem o empréstimo de dinheiro a juros era muito
importante... Por isso, os juros foram aceites, primeiro por Calvino e depois
por outros protestantes. Finalmente, a Igreja Católica viu-se forçada a seguir
o exemplo deles, já que as velhas proibições já não se enquadram no mundo
moderno.”
·
KARL MARX:
o
Via a religião como um instrumento de alienação
social.
o
Nota que ao longo da história a religião serviu
como instrumento de controle populacional.
o
No final do Século XIX nota uma utilização da
religião para sacralizar o Estado burguês: a coroa britânica.
o
Atualmente o marxismo vê recursos religiosos
sendo utilizados para manipular as massas.
o
Há o socialismo cristão, que une a ideologia
cristã a uma visão socialista do mundo.
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