quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Volta as aulas.

No tem desculpa, segunda feira acordar cedo e esperar o tiozinho da van te pegar em casa.

sábado, 4 de janeiro de 2014

Coisas para se fazer em casa durante as férias.

Chutar as coisas

Brincar na cerca.


Fazer arte com metal derretido.



Brincar de cavalinho.


Brincar no Photoshop.


Postar no "feici".


Presenciar uma catástrofe.


 Pichar a própria cara.


Passear de carro com o pai.


 Assombrar a família


Ficar fazendo isso com as caixa.


Passar de baixo da cordinha.


Dá uma banda na ventania.


Fazer "le parcour".


Lutar com insetos.

 
 Viver.


terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Nietzsche e o Super-Homem.



                 O Super-Homem da DC Comics é o mesmo Super-Homem de Friedrich Nietzsche? Definitivamente não. Aliás, penso que se Nietsche visse um filme, ou lesse alguma HQ do super-herói sentiria muito desprezo pela a coisa toda. Quando Zaratustra, a personagem nitiana de seu romance “Assim Falou Zaratustra”, disse “Eu vos anuncio o Super−homem. O homem é superável. Que fizestes para o superar?”(Nietzsche, 2001, p.7), ele não se referia a um homem mais forte que os outros, ou um indivíduo superior como homem, na verdade queria Nietzsche contestar o próprio conceito de homem vigente, todas as suas verdades e certezas, toda a sua moral e bondade.


                    Superman é o filho favorito do Kansas, o herói da nação norte-americana, sua roupa tem as cores da bandeira, ele é recebido pessoalmente pelo presidente da nação, é modelo de cidadão e mesmo sua identidade secreta, Clark Kent, é um exemplo de cidadão politicamente correto. Tudo aquilo que Nitezsche desprezava. Por exemplo, quando Richard Wagner, a quem o filósofo nutria explícita admiração e apreço, ascende na sociedade alemã, começa a compor óperas que louvam valores e símbolos moralmente valorizados pela sociedade germânica cristã e galga boa posição no meio desta, ele diz:

                “O que eu nunca poderei perdoar a Wagner? A sua condescendência para com os alemães, a sua adaptação, a ponto de tornar-se um bom alemão... Pobre Wagner! Até onde chegara! Fosse dar pelo menos em meio de suínos! Mas... entre alemães!...” NIETZSCHE, Friedrich Wilhelm. Ecce Homo: Como Cheguei a Ser o que Sou. Trad. Lourival de Queiroz Henkel. 4ª ed. Rio de Janeiro: Ediouro, s/d.p.53 e p.87.


               Ou seja, Nietzsche jamais admiraria, e muito menos criaria, uma personagem “bandeirosa”, que luta por valores morais aceitos pela boa sociedade ordeira. Ou pior, um herói que defende os fracos e oprimidos. Em “O Anticristo” Nietzsche execra a ideia de defesa dos fracos. Para ele isso rompia com a ordem natural das coisas, na qual os fracos devem perecer, fortalecendo a espécie e a sociedade, exclusivamente povoada pelos mais fortes, os mais aptos.


                       O super-homem nitiano é o homem que supera a si mesmo, que se recusa a seguir a moral vigente, muito menos a cristã.


                   Jamais o super-homem nitiano seria patriota ou regraria suas ações por valores produzidos pela nossa sociedade, a qual ele chamava de domada, domesticada. 



               O super-homem nitiano, como ele dizia, era o hiperbóreo, aquele que tal como um bárbaro vagaria sem rumo pelo mundo, agindo conforme sua vontade, nascendo e morrendo a cada dia. Este homem viveria o mito do eterno retorno, lançar-se-ia à vida de tal forma que aquele dia de viva valesse a pena ser vivido novamente, e novamente e assim eternamente. Mas nunca alguém que valorizasse a ordem de uma sociedade moralizada, formada por seres cuja vontade fora castrada por limites morais.


           Mas, então qual super-herói se aproximaria mais do Super-homem nitiano?


            Batman talvez? Está certo que ele derrotou o Superman em “O caveleiro das trevas retorna”, mas não. Batman, mesmo nesta saga, admite que seus limites e regras morais o impediram de fazer o que achava certo, matar o Coringa, quando ele diz “quantas pessoas eu matei por te deixar viver”, num diálogo célebre pouco antes de despachar o palhaço.


     Talvez um vilão? Não, Nietzsche sempre falou da importância da ética, e os vilões são mentirosos e traiçoeiros. Nem mesmo Magneto se enquadraria.


      Acho que o mais próximo que temos do ideal nitiano seja Rorschach, de Watchmen. 


                  Ele abandonou o próprio nome e era um fora da lei. Seguia um princípio moral somente seu, não se submetia a regras e fazia aquilo que achava necessário, matava os vilões sempre da maneira mais crua e imediata, às vezes rápido, noutras com extrema crueldade. 


          Mas Rorschach se escondia com uma máscara, coisa que certamente o filósofo niilista não aprovaria. O Bárbaro indomável, movido por sua vontade incontida não se encaixa nos padrões da cultura pop, nem nos mais extremos.


             Fato, o termo Super-Homem fora popularizado pela personagem da DC Commics, mas o conceito cunhado por Friedrich Wilhelm Nietzsche absolutamente nada tem a ver com tal personagem.



BIBLIOGRAFIA
NIETZSCHE, Friedrich Wilhelm. Assim falou Zaratustra. São Paulo: Cia. das Letras. 2001
________________________. Crepúsculo dos ídolos, ou como filosofar com o martelo. trad. Paulo Cesar de Souza. São Paulo: Cia. das Letras, 2006.
________________________.Ecce Homo: Como Cheguei a Ser o que Sou. Trad. Lourival de Queiroz Henkel. 4ª ed. Rio de Janeiro: Ediouro, s/d.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Mensagem de fim de ano.

Fala galera, alunos do Ensino Médio do MDA.
Quero agradecer o ano agradável que passamos. Para mim foi muito divertido e produtivo.
Esta escola e vocês, alunos que considero alguns dos mais educados e respeitadores que já tive, me proporcionaram um ano de trabalho gratificante e inovador. Tanto pelos recursos didáticos, os quais me propus a explorar o máximo que pude, quanto pela liberdade de trabalho concedida pela coordenação mas principalmente pelo interesse das turmas, que souberam apreciar o nosso humilde empenho.
Espero que tenham um excelente fim de ano, e que em 2014 tenhamos mais sucesso ainda. Aos que se vão, nossos queridos formandos, desejo sucesso em suas vidas e saliento que estamos aqui prontos para ajudar no que for preciso.
Eu desejo, honestamente, que suas férias sejam felizes para que o retorno ao trabalho seja animado e cheio de boas perspectivas.
Prof. Juarez.